Fui convidado para participar de um filme de um grande diretor de filmes daqui do nosso estado de Pernambuco, o Leo Tabosa que já ganhou vários prêmios internacionais e nacionais com seus filmes.

O filme BAUNILHA conta a vida de um dominador e um jornalista. Gravado na cidade de Recife. Um marco no BDSM brasileiro com cenas reais e com a qualidade cinematográfica.

Nos festivais de cinemas do Brasil e em alguns outros países.


RELATO DE UMA PESSOAS QUE ASSISTIU EM RECIFE

SlavePE: Sobre Baunilha e Brenno (agora indissociáveis).
Foi muito bom ver Baunilha. Feito por gente grande, aborda como um tiro certeiro um assunto tão rico. Descreve um arco mas não fecha o círculo. Porque a vida não cabe num círculo.
As cenas são ricas de informações, os ângulos fechados aproximam-se em muito à maior parte dos registros bdsm, o real e o ficcional se fundem numa dose equilibrada, de gosto forte e pouco gelo. É cinema que atua na cabeça. Ninguém sai da sala de projeção igual ao que entrou.
Chega muito perto do espectador. Cria a afinidade, a cumplicidade, e se dá a identificação que todo drama exige. Afinal, drama é triangular. É narrativa, espectador e identificação.
Traz a história de um personagem que passei a conhecer em minha história recente, e que desvendo aos poucos, não como desvenda-se um personagem, mas como um presente se desembrulha com cuidado e expectativa. Sou espectador e expectador. Baunilha, como Brenno Furrier, cabe em mim por completo. É um terno de boa alfaiataria, que cai bem em todas as suas metades. Esse todo que é o indivíduo e o bdsm contém bem mais que duas metades. É multifacetado.
Parte da metade não revelada na tela, da metade que não foi contada, eu conheci nas entrelinhas da outra metade. Aquela metade que se chega com timidez, com sua metade sentimento protegida pela metade cenográfica, sempre tem uma nova revelação, uma página ainda não lida. E são essas revelações que emprestam sentido ao indivíduo e o tornam maior que o bdsm.
A metade pública funde-se à metade íntima e pessoal. O limite entre elas é tênue, arrepia a quem conhece um pouco de cada uma delas pela tranquila verdade exposta por todos os lados.
Caiu-me bem esse terno, pois me vi refletido na tela. Espelho. Não importa qual seja o lado do chicote, a iniciação, a maneira como percebeu-se e realizou-se a sua persona bdsm. Essa persona mistura-se como líquido ao que há de essencial no indivíduo. O que importa é ter consciência de que o bdsm faz parte de tantas metades quantas possam haver, e não apenas da metade exposta. É perceber que as relações entre os indivíduos falam de amor, e não de outra coisa. E que tudo isso faz sentido quando é verdade.

OUTRO RELATO (RJ)

Fui prestigiar estréia de “baunilha”.
Seria o terceiro filme a ser exibido, meu coração estava acelerado demais, sentia como se aquelas pessoas que estavam para assistir ao filme fossem me recriminar, pelo meus fetiches…
Me admirei de conhecer um pouco melhor sobre a sua história, e me surpreendi ao ser relatado no filme sobre sua intimidade.
O Filme, é de muito bom tom, gosto, Com uma qualidade técnica excelente.
A atuação dos personagens, e a Sua participação foram primordiais para o sucesso da mensagem a ser passada. Tantos conceitos, sendo passado de forma simples, e para quem é baunilha, é um ótimo filme para desmistificar a idéia do BDSM, ligado a perda da razão.
Obviamente que dei a nota máxima para o Seu filme no festival, fico na torcida para que ganhe.
Ao findar a sessão, notei pelas conversas, que haviam muitos Senhores e Senhoras do BDSM hetero.
Parabéns ao Senhor, e ao Diretor Léo Tabosa (por gentileza retransmitida esta mensagem a ele).
Um beijo em Seus pés!👣🐶

 

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